18 de nov. de 2021

Sinto sua falta!




Minha mãe me disse, ontem, que sente a minha falta.
Minha esposa e meu filho disseram, no fim de semana, que eu faço falta.
Meus irmãos me falam sempre que sentem a minha ausência.
Tenho um colega que está em processo de transferência e disseram que ele fará falta na equipe.
No último mês tenho refletido muito sobre o real significado da presença.


O que é estar presente na vida de alguém?


Todas as pessoas que dizem sentir falta de estarem comigo, recebem uma mensagem pela manhã, diariamente. Acordo, faço meu devocional (oração e leitura bíblica) e passo a escrever a mensagem que será enviada. Todos os dias tento manter uma rotina que me permita enviar a mensagem logo pela manhã, após o devocional. Antes de enviar, contudo, faço uma oração para que as pessoas sejam edificadas e abençoadas pelas palavras que escrevo. Já aconteceu, por diversas vezes, de me demorar muitos minutos lembrando de cada pessoa (já são mais de 500) na lista antes de enviar, pedindo a bênção e a proteção de Deus para cada uma, em cada necessidade que eu tenha conhecimento. Esse é o meu ritual do acordar. É o que eu trato como um ministério, pois creio que não sou eu que estou "falando", mas que estou apenas servindo como um instrumento de Deus na vida de quem eu tenho o contato.


Bem, mesmo assim, quase a totalidade das pessoas que recebem a mensagem, diariamente, permanecem sentindo a minha ausência...


Jesus Cristo disse "eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20).
Ele disse isso, depois que morreu e ressuscitou e, portanto, não seria mais visto fisicamente. Enquanto esteve em carne e osso, seus milagres impactaram a humanidade e, por mais que os céticos e críticos tentem negar sua obra e até a sua existência, nossos dias são contados tendo exatamente sua morte como referência. A morte de Jesus Cristo na cruz é o marco zero da existência física humana. O que era antes dele não estava completo. O que veio depois dele está em permanente aperfeiçoamento até que ele volte e torne totalmente plenas todas as coisas criadas (Leia o capítulo 8 da carta aos Romanos para entender isso perfeitamente).

 
Mas, a questão inicial é sobre presença.
Porque Jesus disse que estaria conosco se não podemos vê-lo, pegá-lo, sentir seu cheiro, ouvir sua voz?
A enorme maioria das pessoas, incluindo eu (evidentemente), só entende a presença de alguém pelo que ela pode fazer. A medida da minha ausência é a exata medida do que não faço por alguém.
Quando minha esposa fala que sente minha falta, ela está dizendo que quer que eu faça algo que não posso fazer se não estiver ali do lado dela fisicamente. Minha mãe certamente sente falta de me abraçar e me dar "um cheiro".
A presença de alguém está muito relacionada ao que se pode sentir e ver.
Somos imediatistas e ávidos por novidades. Ansiamos por mudar de vida, por dias melhores...
A questão é que nossa relação com Deus é baseada, em sua grande parte, pelas coisas que esperamos que Ele faça por e para nós. Tratamos ao Senhor como um dentista, um jardineiro, um serralheiro... Sentimos a falta de Deus quando temos que resolver alguma coisa que acreditamos seja "departamento dEle". 
Pensemos por um momento, se escovarmos os dentes todas as vezes que eles forem utilizados e não deixarmos acumular sujeira na boca; passarmos o fio dental; se a cada seis meses sentarmos naquela cadeira do dentista para que ele remova os resíduos que insistam em se afixar nos dentes; qual a probabilidade de sentirmos dores e passarmos por procedimentos complexos de tratamento dentário?
Isso vai se aplicar para o nosso carro; para o portão da nossa casa; para o nosso corpo; para as nossas relações com as pessoas e com Deus.

Deus vai nos abençoar independente do que nós fizermos. Ele não nos abençoa em troca de adoração. Ele nos abençoa porque é Deus, mesmo que sejamos quem e o quê somos. 

 

Mas a promessa que recebemos de Cristo não foi de sermos abençoados. A promessa que encerra toda a mensagem cristã; que é o principal significado do que seja fé, amor e esperança; é a certeza de que estaremos com Ele o tempo todo, permanentemente e ininterruptamente.
Isso soa muito prazeroso e maravilhoso de início, mas é assustador, ao mesmo tempo. Se Ele está com você e comigo o tempo todo, significa que absolutamente tudo o que fazemos ou deixamos de fazer afeta diretamente a nossa relação com Ele, assim como afeta a relação com as pessoas.
Quando sentimos a falta de alguém, não sentimos saudade do seu chulé; dos seus gritos irritados e irritantes; das suas manias e toques. Quando manifestamos nossa saudade, não estamos nos referindo a todas as mágoas que temos e todos os momentos nos quais aquela pessoa nos feriu. Nosso sentimento de ausência manifesta a nossa vontade de termos o que gostaríamos que aquela pessoa fizesse por nós.
Não estaríamos, então, negligenciando o que de mais maravilhoso há na face da terra?
Jesus disse que se amarmos a Deus e nos amarmos uns aos outros, não precisaríamos fazer mais nada (Leia com atenção o capítulo 15 do livro de João).
A presença de Deus em nossas vidas é a maior prova de que não precisamos provar nosso amor por alguém fazendo coisas por ela, pois o amor não se traduz em obras apenas. As vezes, muitas vezes, a maior forma de amar alguém é se afastar e deixar que a pessoa siga a sua vida. Isso não é ausência ou abandono. Isso é maturidade e verdadeiro amor, pois é um sacrifício diário de fazer exatamente o contrário do que satisfaz a nossa ambição e nosso anseio, egoístas e mesquinhos, por atenção, afeto e tantas coisas que consomem a alegria; a paz; a harmonia; a riqueza...


A maturidade espiritual que se requer daqueles que pretendem verdadeiramente viver uma eternidade na presença de Deus, pode ser manifesta na compreensão de que Ele não precisa fazer mais nada além do que já fez em nosso favor.


Você consegue desfrutar a santa presença do Pai, sem buscar apenas as Suas bênçãos?

Eu ficaria muito feliz em conhecer a sua opinião e o seu testemunho a respeito.
Convido para que conheça meus trabalhos e minhas mensagens diárias estão disponíveis no canal do Telegram. Você pode, inclusive receber também diretamente no seu contato pessoal, se preferir. Para mim é um grande privilégio e bênção compartilhar algo que revela a presença de Deus na minha vida.

Se esse texto fez sentido para você, eu peço apenas que compartilhe com pelo menos uma pessoa e marque a sua presença nas nossas redes, clicando nos links abaixo.

Que Deus abençoe a sua vida ricamente e que permaneçamos firmes na jornada à eternidade com Ele, em Cristo Jesus. Amém!


Minhas redes e meus trabalhos:

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30 de set. de 2021

BOMBA NUCLEAR

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32)



Jesus Cristo impactou a humanidade de tal maneira que foi crucificado. 

Mas o caminho até a cruz foi traçado, aos olhos humanos, exatamente porque a verdade se tornou incompreensível.

Estamos tão habituados com a mentira que acreditamos que a dor; o sofrimento; a angústia; o medo; a doença; a fome; a morte; a praga e peste são naturais e indissociáveis da vida cotidiana.

Nós vivemos como se merecêssemos a miséria eterna.

Mas a VERDADE veio ao mundo em forma humana.

Jesus Cristo afirmou que é a VERDADE, o CAMINHO e a VIDA (João 14:6).

Quando andou entre a humanidade, tudo o que fez foi amar e revelar o amos de Deus.

As curas e os milagres eram apenas demonstrações práticas de amor.

Deus é amor (1 João 4:8)!

O que nos impede de experimentar este amor sobrenatural diariamente é apenas a mentira.

Mas, se eu e você, que está lendo agora esse pequeno texto, declaramos nossa fé em Deus, por meio do único e suficiente Salvador da humanidade, Jesus Cristo; professamos que a Bíblia Sagrada é a nossa única e suficiente regra de conduta e a fonte de nossa energia vital; e acreditamos que o Espírito Santo é o próprio poder de Deus manifesto ininterrupta e permanentemente em nossas vidas; temos que ser como uma bomba nuclear!

A transformação completa do mundo ao nosso redor começa dentro de mim e de você! 

Precisamente como ocorre com a bomba atômica, temos urgência em acelerar dentro de nós um processo de reconhecimento de que vivíamos enganados pelos desejos carnais do nosso coração; nos arrependendo de termos sido egoístas; falsos; torpes; gananciosos; avarentos; mentirosos e cruéis; e nos convertendo, mudando de direção, nos voltando à única forma possível de encontrar paz, que é JESUS CRISTO.

O único jeito de transformar a realidade é encarando a VERDADE do Evangelho e aceitando a boa notícia de que Jesus Cristo veio para o que é seu (João 1:11).

Jesus Cristo veio para evangelizar os pobres; curar os quebrantados de coração; pregar liberdade aos cativos; restaurar a vista dos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lucas 4:18-19).

Essa é a VERDADE!

Isso que importa!

Se não vivemos isso é porque não temos a Cristo.

Se não acreditamos nisso, nosso evangelho é uma mentira.

Se não impactamos o mundo e tudo o que está à nossa volta com essa VERDADE, nossa fé é nula (Tiago 2:17).

Paremos, hoje mesmo, de mentir.

Paremos, hoje mesmo, de nos enganar.

Sejamos sinceros conosco mesmos e aceitemos o fato de que há algo a ser mudado em nós, pois tudo o que Jesus Cristo fez por mim e por você, foi direcionado à impactar tudo e todos, conduzindo a humanidade de volta a Deus (Mateus 28:18-20).

Todas as consequências da VERDADE precisam ser manifestas em nossa carne; em nossos ossos; nas nossas palavras; nos nossos olhares; nas nossas vontades; nos gestos; escolhas; desejos...

Se isso não acontece, não vivemos a VERDADE!

Se você entendeu que precisa entregar de vez a sua vida para Jesus para ser recebido nos braços do Pai, o único Deus, Criador de todas as coisas, e viver uma vida cheia de graça; amor; paz e de VERDADE, hoje e agora, quero fazer uma oração com você.

Clique aqui e ore comigo se entregando e experimentando o alívio que só a VERDADE pode trazer.

Se transforme numa BOMBA NUCLEAR, que irradia salvação; cura; alegria e transforma tudo o que toca e tudo o que vê!



Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nomeos quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (João 1:10-13)

4 de mai. de 2021

CONTINUE CAMINHANDO!!!


Há uma passagem a respeito de dois transeuntes, dois caminhantes, que iam de um a outro lugar, que distavam onze quilômetros entre si.

O texto se encontra registrado no Evangelho de Lucas, no capítulo 24, entre os versos 13 e 35.

Vale a pena conferir a íntegra, mas em resumo, eram duas pessoas caminhando, com um destino definido, uma história de sofrimento na cabeça, um diálogo triste e pesaroso e uma bagagem de desesperança e falta de alento.

Eles não são identificados pelos nomes. O texto se refere a eles apenas como discípulos. Isso significa que andaram com Jesus Cristo. Seguiram o Mestre e presenciaram muitos dos milagres que ele realizou. Ouviram diretamente de sua boca todos os ensinamentos a respeito das bem-aventuranças e das Escrituras Sagradas. Sentiram todas as emoções de presenciar a cura de enfermos, e de vê-lo confrontando a hipocrisia dos fariseus. Ouviram com muita clareza quando Jesus condenou a forma como a religiosidade e a mentira dominavam todo o sistema eclesiástico e a maneira como as pessoas se portavam em relação ao convívio social.

Aqueles dois anônimos foram descritos pelo escritor apenas como pessoas que se identificavam com o que Jesus Cristo ensinava e representava. Eram pessoas comuns, que viviam suas vidas comuns, mas estavam sempre próximas e prestando muita atenção ao que Jesus fazia. Por isso mesmo, presenciaram toda a crueldade e violência praticada contra o seu Mestre. Viram ele ser julgado, humilhado e dilacerado pela força do mal que habita nos corações humanos. Testemunharam o momento em que ele gritou a Deus, entregando seu último suspiro como um homem, que nasceu, viveu e morreu, de; no; pelo; para e por amor. Viram ele sendo morto e enterrado. 

Estavam tão desanimados e sobrecarregados com toda a violência e maldade que vivenciaram que quando Jesus os aborda no meio do caminho, eles param de caminhar (verso 17).

A Universidade da Califórnia, em estudo que envolveu mais de quatro mil pessoas nos Estados Unidos, disponibilizou, em 2019, o resultado de uma pesquisa (disponível em https://news.uci.edu/2019/04/17/media-exposure-to-mass-violence-can-fuel-cycle-of-distress-3-year-longitudinal-study-shows/) na qual comprovaram que a exposição prolongada e frequente a más notícias ocasiona doenças emocionais.

Aqueles dois discípulos, mesmo tendo o privilégio de estar fisicamente diante do maior ser humano de todos os tempos e vê-lo operando todos os sinais e maravilhas do Reino de Deus. Mesmo tendo presenciado a encarnação viva do Deus que criou os céus e a terra, estavam dilacerados pelas notícias dos últimos acontecimentos. Tanto que nem reconheceram que o terceiro andarilho que se lhes achegava e começava um diálogo, era o próprio Cristo, de quem conversavam e a quem conheciam pessoalmente.

Estavam com a vista obscurecida e entorpecidos pela maldade e pela violência. Estavam cegos por causa da versão sanguinária que cada um de nós guarda no seu íntimo. Se apegaram tanto ao lado negativo de tudo o que tinha se passado que não conseguiam perceber o quanto tudo aquilo era bom e necessário. Não conseguiam entender o contexto geral, focados apenas nos aspectos negativos de toda a situação.

Conforme vou escrevendo, é inevitável não sentir o quanto estamos caminhando assim. Como estamos nos deixando levar pela sensação de que está tudo perdido. Como estamos presos às más notícias. Como perdemos o foco do todo e ficamos aprisionados nos eventos mais tenebrosos e ruins que nos circundam. Nossas vistas estão turvadas para reconhecer o belo. Não conseguimos olhar para o todo e contemplar a dádiva diária do amanhecer. Não conseguimos ser gratos porque, mesmo diante de tanta morte, corrupção e violência, somos agraciados com mesa farta, saúde, amor, carinho...

Mas, naquela caminhada, o Mestre, por cerca de trinta minutos, que é o tempo médio para percorrer dez quilômetros, lhes fala das profecias antigas a seu respeito e lhes resume a BOA NOTÍCIA! Jesus lhes mostra o cumprimento de tudo o que Deus já havia predito e revela o quanto tudo aquilo era indispensável. 

Mesmo assim, os discípulos só o reconhecem quando ele aceita tomar uma refeição com eles. Mesmo depois de ouvir todas as explicações que Jesus estava a lecionar, eles continuavam com a mente fechada. 

Mas, quando presenciam o partilhar do pão com ele, quando percebem a forma como ele age e se comporta, seus olhos são abertos e eles reconhecem que estavam diante daquele a quem foi dado o poder sobre a morte.

Aqui está o cerne desta breve reflexão. Sabe de uma coisa? Você pode até falar a respeito de Cristo. Pode recitar versículos decorados. Você talvez já tenha testemunhado milagres. Talvez você já caminha com Jesus há muito tempo e sabe ensinar as escrituras como ninguém. Mas, para provocar o abrir dos olhos de alguém; para conduzir pessoas no sentido de reconhecerem ao Jesus Cristo ressuscitado entre os mortos; e para provocar os que estão ao nosso redor, levando-os a se levantar e se converter na caminhada, "de volta à Jerusalém", palavras não bastam, por melhores que sejam. Pela maior e melhor a habilidade de quem fale, por mais respeitado e íntegro que seja, o único jeito de revelar esse Jesus ao mundo é agindo como ele; se comportando como ele; comendo como ele...

Quando aqueles dois homens tiveram seus olhos abertos e eles compreenderam que estavam com Jesus, levantaram. Retomaram a caminhada e retornaram aos seus convivas e disseram a única notícia que importa fazer repercutir:

NÃO HÁ DÚVIDA DE QUE RESSUSCITOU!

É no caminho que somos encontrados.

É caminhando que podemos ouvir a verdade.

É indo e voltando que temos a oportunidade de encontrar a nova esperança.

Somente quando estamos de pé e caminhando, é possível desfrutar de uma nova refeição com o Rei.

Por isso, independente do que estiver acontecendo, mesmo diante de qualquer cenário ruim, mesmo que os desafios pareçam intransponíveis e o mal pareça prevalecer, continue caminhando e crendo que ELE RESSUSCITOU! ELE ESTÁ VIVO! ELE VAI VOLTAR!

JESUS CRISTO ESTÁ VIVO E VAI VOLTAR!!!

Para espalhar essa boa notícia, e todas as outras a ela correlacionadas, é preciso conhecer os fatos do ponto de vista certo. Para não deixar a tristeza tomar conta e a falta de esperança dominar a nossa mente, precisamos ficar sempre alertas e buscar a fonte da VERDADE. E a verdade é essa, que Jesus, tendo sido traído, maltratado, humilhado e renegado, se entregou em amor e em santidade para garantir para mim e para você, que encontraremos o Criador e viveremos eternamente com Ele!

Que essa seja a razão da nossa caminhada e a inspiração de toda e qualquer conversa na qual nos envolvermos. Hoje e sempre!!


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Que Deus, em Sua infinita misericórdia e sua excelsa sabedoria, nos conceda, todos os dias, a possibilidade de caminhar com Cristo e de anunciar as boas novas do Reino a todas as pessoas com as quais convivemos. Em nome de Jesus. Amém!






30 de jan. de 2021

O que você faz quando ninguém te vê fazendo?


A nossa passagem é rápida por aqui.
Não estamos nessa vida física, finita corporal de forma definitiva.
Não fomos criados para a morte.
O ser humano foi criado para a vida, e para a vida abundante.
Somos seres com início, mas sem final.
Nossa alma (mente, emoções e vontade) é imaterial, porém tão real quanto nosso corpo.
É simplesmente inaceitável, e até ridículo, negar que raiva, amor, tristeza ou paixão existam.
Não somos seres exclusivamente materiais.
Nossa parte metafísica se manifesta claramente e não poderíamos existir sem ela.

Nem estamos falando de Deus ou de religião ainda...

Independente de qual seja a sua crença ou fé, ou até a ausência dela, quero perguntar:

Por quê se desesperar? Por quê desanimar? Você está quase desistindo de tudo?

Se você se cobra e já chegou a pensar que a morte resolve e encerra tudo, leia até o final.

Todos nós passamos por dificuldades.
Todos nós temos problemas.
A questão é que isso não é o que nos define.
O que nos define é, exata e precisamente, o que desejamos.
Somos, nada mais, nada menos, do que a soma das nossas escolhas.
Isso significa que enquanto houver possibilidade de escolher, há algo melhor, algo novo...
Se escolhermos a morte, estamos negando todo e qualquer princípio da lógica e da racionalidade.
Não é uma questão de fé, mas de bom senso.

Pensa comigo por um instante.
Há uma música da banda Capital Inicial intitulada Quatro Vezes Você.
O autor pergunta no refrão:

O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver

Quais são os nossos desejos mais íntimos?
O que é que guardamos no mais profundo da nossa alma?

Quando somos capazes de identificar isso, vamos ser capazes de entender o quê/quem somos.
Muita gente vive exatamente o oposto do que diz sonhar.
Outros estão cegos e não percebem o que de fato estão vivendo.
A verdade é que a fonte de toda a tristeza, que se tornou o mal do século, está aqui.
Se há um "grande segredo", se há de fato uma receita para o sucesso, é aqui o ponto chave.

Não podemos dar mais ouvidos a qualquer voz que negue quem somos.

Ser levado pelo sentimento conduz a escolhas ruins.
Num mesmo dia, passamos por momentos de raiva e alegria, dor e afago...
Um dia de vida resume um infinito de sensações.
É por isso que muitas pessoas sofrem e acabam se tornando infelizes.
Se você escolhe gritar com alguém, foi uma emoção que dirigiu sua atitude.
Se você escolhe comprar o que não pode pagar, foi, novamente, uma emoção te conduzindo.
Tudo o que fazemos está relacionado muito mais com as emoções/sentimentos do que com nossa mente/racionalidade.
Esse desequilíbrio é muito latente nas discussões políticas, por exemplo.
As pessoas se digladiam por causa de um posicionamento ideológico.
Relacionamento são rompidos, causas morrem, vidas sofrem...

Há uma passagem bíblica, no mínimo, intrigante, que pode servir como uma aprendizagem sensacional.
No livro de Gênesis há um relato de uma família, com exatamente setenta pessoas, que se muda para outra região geográfica em busca de comida.
A fome severa os levou a abandonar a terra onde viviam e ir embora.
Esse mesmo local, abandonado porque não lhes fornecia sustento, quatrocentos anos depois, se torna o maior sonho e desejo dos descendentes dessa família.
O pequeno detalhe é que, nesse intervalo de tempo, as setenta pessoas se tornaram em milhares.
Era agora uma nação, rebelando-se contra o povo que lhes acolheu na época da fome.
A história toda é longa e não termina no livro de Gênesis. Aliás, ouso dizer que não termina nunca, pois, até hoje, Israel luta pelo seu bendito pedaço de chão.

Mas a ilustração é apenas para tentar refletir um pouco sobre essa coisa das escolhas que fazemos.
Fico pensando sempre se estou realmente fazendo as escolhas certas.
Entretanto, a grande verdade é que quando faço uma única escolha, estou, de fato mesmo, fazendo incontáveis renúncias.
Veja, se não durmo para escrever esse texto, não tenho como saber todas as outras possibilidades, mas elas estão todas lá. 
Poderia dormir e sonhar; poderia sair e beber; fazer uma comida; assistir a um filme; me drogar; ler; namorar...
Percebe que, em qualquer hipótese, toda escolha implica em incontáveis e irreconhecíveis renúncias.
Isso me conduz a uma conclusão, pois não posso te prender aqui para sempre (rsrsrs).
Nesse simples exemplo, está claro que tudo o que eu não escolhi é algo que eu gosto.
Todos gostam de namorar ou de comer... 
Então, o que me levou a escolher escrever esse texto ao invés de fazer qualquer outra coisa "mais legal"?
Volto à música para poder retomar a ideia inicial e central aqui.

Quando ninguém nos vê, no silêncio das nossas próprias decisões, estamos simplesmente exercendo o dom primordial e essencial da vida.

Durante muitos anos questionei o livre arbítrio como elemento central da fé cristã.
Não fazia sentido, para mim, crer que Deus é soberano e depender de uma escolha minha.
A tal salvação não seria uma escolha minha e sim Dele.
Isso me fez passar por longos e sombrios anos longe do amor do Pai.
Mas, hoje, estou aqui para afirmar categoricamente que o que nos conduz é algo muito maior do que aquilo que podemos expressar em palavras.
Compreender a liberdade é uma questão de escolha e não de conhecimento.
Não é informação e processamento de dados.
Assim como amar e viver com alguém.

Amor é decisão, não sentimento!

É por isso que estou aqui escrevendo e não fazendo qualquer outra coisa.
Jesus Cristo, não é um personagem histórico, tampouco uma criação literária.
Jesus Cristo é a alternativa que foi dada para quem, jamais, poderia se livrar da morte.
As nossas decisões e escolhas é que definirão que tipo de vida ou de morte teremos.

Mas, toda essa reflexão é só para lembrar que você e eu não somos e não precisamos ser escravos de escolhas ruins.

Quem escolhe Jesus Cristo, escolhe, entre milhares de outras coisas:
  1. Amor no lugar do ódio;
  2. Perdão no lugar da vingança;
  3. Abraço no lugar de luta;
  4. Sabedoria no lugar de ignorância;
  5. Vida no lugar de morte...
Se você chegou até aqui é porque certamente essas palavras comunicaram-se com a sua alma.
Então, quero apenas te dizer que Deus te amou de um jeito que você nunca vai entender, mas pode experimentar todos os dias de uma vida repleta de alegria e paz.
Essa foi a melhor escolha que eu já fiz!
Continuo tendo problemas e a obrigação de superar obstáculos e desafios.
Continuo cheio de questionamentos e dúvidas existenciais e cruciais.
Mas, tenho algo que não é possível sistematizar em palavras.
O que me preenche é a certeza de que posso escolher todos os dias me entregar mais e conhecer mais de um Deus que me trata como filho.
Por isso, minha escolha sempre vai ser permanecer, aproveitar e viver, com toda a intensidade, cada minuto que me for dado.
Não tenho nenhum prazer no que antes achava muito bom, pois a minha escolha foi de viver de verdade.
Não preciso de noticiários. Não preciso de festas. Não preciso de açúcar.
Escolhi e vivo de forma sobrenatural sem assistir nenhum programa, sem ir a festas e sem ingerir nada que tenha açúcar processado.
Minha vida é tão cheia de novidades, tão feliz e tão doce que nem dá para comparar com a de antes, quando minhas escolhas eram outras.

Apenas para mostrar, na prática, o efeito das ESCOLHAS...

Espero que você tenha sido abençoado e te convido a fazer essa oração comigo.

Senhor Deus, criador de todas as coisas. Deus soberano, eterno e todo poderoso. Estou aqui hoje e pude desfrutar de uma luz no meu interior. Estou sentindo algo que não sei exatamente explicar. Mas, mesmo assim, Senhor, quero reconhecer que Jesus Cristo morreu no meu lugar, pendurado numa cruz. Ele se entregou no meu lugar e eu entendi isso hoje. Por isso, me arrependo de ter vivido até aqui fazendo escolhas que me afastavam do Senhor. Agora, nesse momento, entrego ao Senhor a minha vida e peço que o sangue que Jesus derramou por mim, me conduza à eternidade com o Senhor. Em nome de Jesus. Amém!

Para você que leu até aqui e entendeu a mensagem, se ela falou com você de alguma maneira, manda um "glória a Deus" em alguma das minhas redes. 



                (Grupo de oração pelo Brasil - todos os dias as 21h, contra todas as formas de violência)


13 de dez. de 2020

Esta é minha conclusão final: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos. Isso é o resumo do que o homem deve fazer. (Eclesiastes 12:13 NBV-P)


Imagine se você pudesse ficar diante da pessoa mais sábia que existe hoje e ele te concedesse fazer qualquer pergunta e você teria a certeza de que a resposta seria verdadeira e satisfatória. Imagine uma pessoa sábia a ponto de poder resolver qualquer um dos grandes dilemas que assolam o ser humano desde que ele existe e, então, você está diante dessa pessoa e pode perguntar-lhe o que quiser.

O que você perguntaria?

Quais são as questões que realmente importam ser respondidas?

Bem, acredito que cada pessoa tem um questionamento que julga crucial para todos o seres humanos e gostaria de apresentar essa pergunta a alguém que soubesse a resposta exata.

Também acredito que todas as respostas que fossem fornecidas impactariam completamente a vida dessa pessoa, que passaria a pensar e agir de forma diferente depois que obtivesse tal conhecimento. Se todas as pessoas do mundo tivessem tal oportunidade, acredito que o mundo todo seria transformado completamente. Afinal, não são as questões que movem tudo? 

Mas o ponto aqui é que Salomão, conforme o relato histórico, foi um homem muito admirado por todos que o conheceram pela sua sabedoria. Era eloquente e rico. Prosperava em tudo o que se dedicava e nunca foi privado de nenhum prazer que uma pessoa possa experimentar. Teve sucesso, riqueza, fama, amores, herdeiros... Salomão é talvez o maior personagem bíblico que retrata uma pessoa bem sucedida e abastada. No final de sua mais profunda reflexão, no fim da vida, depois de desfrutar tudo o que há disponível no mundo, de ver tudo o que existe e se dedicar a entender todas as coisas e as razões de todas as coisas, ele conclui algo, no mínimo estranho e inesperado.

Paul Washer, renomado e afamado servo do Senhor, ensina que os livros de Provérbios e de Eclesiastes foram escritos por uma pessoa que talvez fosse a única capaz de revelar alguns princípios gerais que se aplicam à vida de qualquer pessoa. Ele comenta que as palavras de Salomão, a quem se atribui a autoria do texto, são como constatações de alguém que ficou sentado num lugar por cem anos observando tudo o que acontecia na humanidade e analisando cada comportamento, cada ação e reação das pessoas.

Imagino que depois de ter qualquer mulher que desejasse, comer qualquer comida que existisse, ter qualquer bem material que alguém pudesse possuir e alcançar um nível de conhecimento e informação mais elevados do que a grande maioria das pessoas mais cultas e sábias do mundo, dificilmente concluiríamos o que ele formulou. 

O ilustre e respeitado John Wesley, nos seus comentários sobre o verso 13, do capítulo 12, do livro de Eclesiastes, escreveu:

"Tema a Deus – Que é colocado aqui, por toda a adoração interna a Deus, reverência, amor e confiança e dedicação de coração para servi-lo e agradá-lo."

Noutro texto, Salomão diz que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Provérbios 9:10).

Mas, afinal de contas, o que é esse tal temor?

Acredito que muitos já ouviram ou leram a esse respeito e é muito comum pregadores e autores se referirem a esse termo dando a conotação de que pode ser muito importante sentirmos medo. Temor como algo que nos faça pensar muito a respeito de castigo eterno.

Hoje, pensando a respeito, e conversando com Deus, o Espírito Santo me revelou algo que talvez não seja comum, mas que está muito relacionado ao que John Wesley escreveu.

Não consigo imaginar como um filho pode ter medo do seu próprio pai. Tenho certeza que muitos filhos estremecem com medo do que o pai pode lhes impor. Não tenho dúvidas de que todos os que sofreram castigos físicos realmente temem (sentem medo) levar uma nova surra do seu pai. Mesmo assim, o medo não é do pai. O pavor se refere àquilo que o pai é capaz de fazer.

Por outro lado, não há uma hipótese normal de imaginar que um pai vai surrar o seu filho sem absolutamente nenhuma causa. O que se constata de maneira comum é que a violência sofrida é resultado de uma desobediência, ou afronta. Menos comum, mas muito frequente é também a violência praticada por fatores de desequilíbrio ou desajuste psíquicos/culturais, como uso de drogas, enfermidades emocionais não identificadas, reconhecidas e tratadas, entre tantas outras possíveis causas.

A questão é que a relação pai e filho / filho e pai é estabelecida, independente de qualquer variável externa, como um vínculo de dependência, no qual o dependente (filho) tem no provedor (pai) a sua principal referência, seja como benfeitor ou como malfeitor. Inclusive nos casos de ausência, que, por si mesma, também se torna uma referência.

Natural que filhos que são repetidamente espancados acabem por reproduzir tal comportamento e pais excessivamente permissivos se deparem com filhos imaturos e despreparados para desenvolver autonomia ou encarar as dificuldades da vida.

Em síntese, o que procuro demonstrar, que Deus colocou no meu coração sobre o termo TEMOR, não se refere a medo. 

O temor mencionado por Salomão, que é o resumo último de tudo o que o homem precisa para estar bem, vai muito além de um pavor de ser castigado ou condenado. 

Nenhum criminoso deixa de cometer o crime porque tem medo da punição. Criminosos são movidos exatamente pela mesma convicção a que me refiro. Não é a impunidade ou a sensação de impunidade a causa primeira do seu comportamento. Criminosos simplesmente escolhem, decidem e pronto.

Quando cometemos qualquer infração, falta ou mesmo um crime, não é a falta de punição que nos move, mas a certeza de que temos que praticar aquele ato. É algo profundo e íntimo. É uma decisão tão pessoal quanto a de não praticar nenhuma conduta irregular ou ilegal.

Entendo, portanto, que Salomão está a nos mostrar que o fim de tudo, a conclusão final de tudo, é temer a Deus no sentido de sentir um "frio na barriga" só de pensar na possibilidade de ficar longe Dele. É um amor e um apego tão forte, tão incontrolável que falta o ar. O temor do Senhor que apreendo do que Salomão escreve está muito mais relacionado ao apego afetivo do que ao medo.

Quando viajo percebo claramente o desânimo, o desalento que toma conta da casa dias antes. Sempre que foi necessário me ausentar, o desconforto emocional de todos em casa era tão visível que chegava a ser dolorido, para meu filho, para a minha filha e, sobretudo, para mim.

Temer a Deus não é ter medo da punição a qual Ele pode me submeter, mas estar tão ligado a apegado a Ele que a simples cogitação de afastamento, ainda que por poucos minutos, causa sofrimento e angústia. É sentir algo tão forte e poderoso com a presença Dele, um amor tão grande e inexplicável, que tudo o que dá para desejar é continuar sempre ali, grudado, juntinho...

Temer a Deus não é simplesmente obedecer e fazer o que Ele manda, mas, ao fazer isso, atraí-Lo, tocá-Lo, senti-Lo!

Quando entramos numa relação de intimidade com Deus, naturalmente, muitas coisas antes incompreensíveis se desabrocham na nossa mente e passamos a agir com um sentido, uma causa, um porquê que vai além, muito além, de simples roteiros litúrgicos ou dogmas religiosos. 

Temer a Deus não é deixar de mentir, de beber, de roubar, de se prostituir ou qualquer prática condenável e má. É se envolver tanto com Ele que somos impelidos a, além de abandonar tais práticas, fazer algo no sentido de ajudar quem ainda não as deixou. Cuidar e ir em busca de pessoas que ainda não desfrutam dessa sublime condição.

Quando Jesus chamou Pedro para segui-lo, disse que o faria pescador de homens. Espalhar boas novas, pregar o arrependimento, o amor, o perdão e a salvação eterna não tem absolutamente nada a ver com religião. É algo muito mais abrangente, muito mais poderoso.

Se eu te falar que tenho as respostas para qualquer pergunta, estarei mentindo. Se eu disser que com Cristo sua vida será fácil e todos os seus problemas vão desaparecer, e você vai ficar rico e ter sucesso, se afaste de mim.

Mas eu te afirmo, por experiência própria, sem nenhuma dúvida ou incerteza, depois de experimentar muito do que a vida oferece, que não há nada que se compare a estar com Deus e receber diretamente Dele, afago nos dias difíceis; força nas situações desafiadoras; inspiração diante da realidade injusta e triste; alegria em meio à dor e à provação; e alternativa diante de um aparente "beco sem saída".

O temor a Deus, a busca pela Sua santa presença e pela Sua aprovação, o desejo ardente de ficar perto Dele, sentir a Sua mão segurando a minha, a Sua sombra me aliviando e o Seu abraço me envolvendo, me conduzem a um estado sobrenatural de plenitude e conhecimento. 

Mas não o conhecimento que tanto se valoriza por aí, mas o mais difícil e importante de todos, o autoconhecimento, a clara identificação das minhas próprias limitações, dos meus próprios defeitos e das minhas qualidades, das minhas conquistas e virtudes. Temer a Deus é conseguir olhar um espelho que revela com exatidão e riqueza de detalhes aquilo que jamais seremos capazes de enxergar com os olhos da ciência, da religião, da filosofia, da política ou de qualquer outra área do saber humano. 

Conhecer "a Lei", estudar a Palavra e os mandamentos, são apenas algumas das maneiras, a metodologia, o caminho para essa autoconstrução, mas a revelação profunda e indesviável de nós mesmos reside numa convivência, genuína e pura, pessoal e intransferível, sólida e permanente, com o Pai.

Conversar com Ele, estar com Ele, pensar Nele, desejar ouvi-Lo, tentar identificá-lo em todas as circunstâncias, atribuindo a Ele todo o louvor, toda a honra, declarando que Ele é Deus, o Criador de tudo, Soberano e Excelso. Isso é temor!

Esse temor é o que nos faz sair de um estado no qual somos desconhecidos de nós mesmos e faz com que se nos desnude aos nossos próprios olhos quem realmente somos...

4 de out. de 2020

Vigilância na vitória

Quando alcançamos aquilo que buscamos, geralmente ficamos relaxados e até esquecemos de agradecer.

Lutar, guerrear e se esforçar por algo faz parte do nosso cotidiano.

Nada é dado para ninguém. Tudo o que conquistamos vem de muita luta e suor. Muitas vezes temos dinheiro, mas lutamos por paz interior. Podemos ter alegrias passageiras, mas estamos em guerra por alguém que nos firme em aliança permanente. Todos nós estamos em constante luta e busca por algo. Sempre desejamos algo que não temos e precisamos de algo mais. Carinho, afeto, carro, roupa, amigos, comida... 

Somos uma  máquina de desejos, insaciável. Estamos sempre em guerra. Sempre que encontramos satisfação em algo, passamos ao próximo desejo. Isso é o que nos move e nos faz levantar todos os dias.

E isso é excelente, pois é o que nos enche de energia para continuar lutando. Precisamente, são os sonhos que nos fazem sair de onde estamos e nos mover para realizar. Se não fôssemos dotados dessa capacidade, estaríamos ainda morando em cavernas...

Mas o ponto aqui não é este. 

A questão suscitada se direciona a pensar nas conquistas em si. Vamos imaginar que estamos realizando o sonho da casa própria. Juntamos dinheiro, vamos a bancos, conversamos com empreiteiros, com pedreiros, com corretores, precisamos juntar documentos, ir em cartórios, deixar de comprar alguma outra coisa para pagar a parcela...

O sonho de ter a casa própria exige de nós muitas batalhas, muita dedicação, horas e mais horas de burocracia e ajustes. Até que conseguimos ter a nossa casa. Compramos, ou por financiamento, ou a vista, ou seja como for, estamos agora com o desafio de ocupá-la, comprar móveis, decorar. 

Pronto, depois que conseguimos colocar tudo do jeito que sonhamos, talvez ainda precise de uma reforma no futuro, talvez falte uma ou outra coisa, mas estamos na nossa casa, com os nossos utensílios, com as coisas que escolhemos para nos dar conforto, abrigo e sossego.

O que acontece em seguida?

Passamos a utilizar e desfrutar dessa conquista. Andamos pela casa, abrimos e fechamos as torneiras, varremos e limpamos o chão, sentamos e deitamos nos sofás, camas, cadeiras. Vamos usando tudo isso que conseguimos conquistar com muita luta, muito suor.

Com o tempo tudo vai descorando, se desgastando, mudando de consistência. A espuma perde aquele conforto, as cadeiras começam a fazer barulhos, sujeiras se encrustam em cantos onde a limpeza não alcança. Logo, surgem telhas que precisam ser trocadas, portas que precisam de óleo, torneiras que não fecham mais, canos que vazam.

Tudo aquilo que era tão bonito, e que foi tão trabalhoso para conquistar, ficou acomodado ali no seu devido lugar. Nem nos lembramos mais como determinados objetos foram parar lá. Olhamos e nem conseguimos identificar exatamente de onde veio aquela panela sem tampa, como foi que aquela parede ficou tão suja, ou porque não fizemos nada para evitar tantas teias de aranha.

Locais que acumulam poeira ou gordura, geralmente atraem insetos e outros bichos. Toda casa possui cantos e recantos assim. Com o uso, a correria diária, a falta de tempo e até de conhecimento de que determinado item precisa de manutenção. Plantas nos jardins morrem, folhas secas entopem ralos e calhas, madeiras empenam, portões rangem, controles se quebram e perdem a utilidade, tomadas ficam sem energia.

Nossas conquistas, sem nenhuma exceção, precisam ser guardadas, cuidadas, manutenidas.

Vigiar a casa para o ladrão não entrar, trocar o óleo do carro para o motor funcionar corretamente, lavar a roupa de forma menos agressiva para ela não estragar, evitar desperdício de alimentos. Coisas pequenas da vida prática que ilustram a importância de uma grande ensinamento de Jesus.

Se nós não estivermos atentos e vigilantes, se vivermos inebriados e embriagados com pseudonoticiários, falsos ensinos, falsa segurança e falsa fé, nosso destino é perder tudo o que conquistamos.

Estar alerta e ser sóbrio e entender que enquanto respirarmos, enquanto ainda o fôlego nos encher os pulmões e força tivermos para nos erguer, não vai haver nenhuma conquista ou vitória que não nos atrele a uma série de compromissos e obrigações.

Por isso, é tão fundamental se manter sempre alerta, sempre pronto, sempre sóbrio.

Conquistar e ter vitória nos impõe a necessidade de uma atenção ainda maior sobre tudo o que foi conquistado e vencido, sob o risco de não só perder tudo, mas de ficar em situação pior do que antes. A disciplina da oração, o exercício do amor e a prova da fé, são os métodos infalíveis para que não sejamos seduzidos pelo perigo do desleixo.

"Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.
Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra.
Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem".
Lucas 21:34-36 - NVI