O que é uma instituição doente?
Quais são os elementos que devem ser observados para melhorar resultados e crescer?
Como fazer para projetos darem certo?
Apesar de andarmos, fazermos as coisas e vivermos, de uma forma geral como indivíduos, sempre estamos em coletividade.
As instituições são parte das nossas vidas e, ainda que não queiramos, sempre estamos envolvidos com outras pessoas.
Ninguém vive em completo isolamento.
O poeta inglês, John Done, escreveu:
Nenhum homem é uma ilha, isolado no mesmo; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, uma Europa ficar reduzida, como se fosse um promontório, como se fosse o solar dos seus amigos ou o seu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
Mas, como é interessante o fato de que, também nenhuma instituição vive sem indivíduos. Por isso, brilhante e retumbante, Gregório de Matos concluiu:
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.
Em todo o sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.
O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.
Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.
Quando fazemos parte de uma instituição que está doente, que não cumpre seu papel, que não produz resultados, é muito importante entender esse conceito.
Instituições doentes simboliza e indica pessoas doentes.
Uma igreja que não cresce, onde as pessoas estão tristes e não há alegria e celebração, é um lugar onde as pessoas, individualmente precisam de socorro.
Um órgão público que não consegue atender as pessoas, que o sistema está sempre "fora do ar", onde ninguém cumpre direito sua função, é um lugar no qual as pessoas não perceberam a importância da sua contribuição,
Uma empresa ou qualquer organização que não deslancha, com funcionários insatisfeitos, dívidas impagáveis e que não consegue se inserir no seu universo, seja de competitividade ou de cooperativismo, que não cumpre o seu propósito, é uma organização com pessoas fragilizadas, enfermas.
No conhecido sermão da montanha, Jesus menciona a importância do perdão.
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. (Mateus 5:23-25)
Ele conclui o raciocínio afirmando para sermos perfeitos (verso 48).
Individualmente ou coletivamente, fomos criados para a perfeição.
Não importa quem somos, o que fazemos ou que lugres frequentamos.
Eu fui criado para ser perfeito. Você foi criado para ser perfeito. Nós fomos criados para sermos perfeitos.
Perfeição é a nossa origem, é a nossa causa, é o nosso objetivo, é o motivo de nossas buscas.
Se não é, deveria ser.
É simples assim mesmo!
Instituições e organizações são doentes, ou adoecem, porque não conseguimos experimentar a plenitude da perfeição a qual fomos criados.
Todos os que entenderam isso ao longo da história humana, conquistaram reinos, quebraram dogmas, descobriram novos paradigmas, impactaram a existência, própria (de si mesmos) e de todos à sua volta.
Temos legados infinitos de homens tão comuns quanto nós.
Vivemos com comodidade e conforto graças a descobertas e invenções de pessoas que eram e são exatamente como nós.
Mas, qual era a diferença?
Por quê uns são ricos e outros pobres?
Por quê há violência no mundo?
Se Deus existe, por quê Ele não resolve todos os nossos problemas?
Não é isso que ouvimos e repetimos o tempo todo?
Vivemos sempre em busca de culpar a alguém ou a alguma circunstância, e até a Deus, pelas nossas enfermidades e calamidades.
Murmurando eternamente pela nossa condição de sofrimento e angústia.
Mas como é simples e claro!
Basta perceber que não interessa de quem ou do quê é a culpa.
Temos que simplesmente romper!!
Sair do ciclo vicioso de reclamação e autopiedade, de pequenice e mesquinharia.
Adoecemos a nós mesmos e as instituições que pertencemos porque não somos capazes de reconhecer onde erramos e voltarmos lá para corrigir.
Precisamos de ação!
O livro de Tiago ensina isso com tanta exatidão.
Fé sem obras, obras sem fé...
A ação de Deus depende da nossa ação e a nossa ação depende da ação de Deus.
Uma não vem primeiro e a outra depois.
Ocorre ao mesmo tempo, quando nos posicionamos e decidimos mudar.
Não depende de nenhuma outra circunstância ou condição, apenas de uma decisão genuína de ser curado, transformado, moldado e viver de outra forma.
Temos a escolha!
Temos tudo o que é necessário para oferecer cura às coletividades que participamos, seja família, escola, igreja, trabalho...
A cura está em nós!
Em nos perdoarmos, em perdoarmos os outros, em receber perdão dos outros.
Só isso!
Difícil, constrangedor, amargo, dolorido e muitas vezes incompreensível, mas, ao mesmo tempo, simples, cristalino e totalmente ao alcance de todos e de cada um de nós...
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